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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

de ódio.



Ninguém faz amor só com amor. É preciso ter certa raiva de precisar tanto daquele cheiro para ser feliz. É preciso um odiozinho no coração, porque quando o desgraçado sorri, o mundo inteiro fala mais baixinho para não atrapalhar a cena principal.

(Tati Bernardi)
*Eu adoro o jeito dela de falar de amor!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

i;




Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? 
Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. 
Veja se pode. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho.

 .Tati Bernardi.

domingo, 22 de agosto de 2010



 Não controlo, não planejo, não guardo para o mês seguinte.
 A confusão é quase uma solidão adicional. 
 Uma solidão emprestada.

Carpinejar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

- presente)



Abra uma caixa de giz cera.
Notará doze, talvez vinte e quatro cores – separadas em bastão.
Note mais a fundo e perceberá que possui todas essas cores em você.
Multiplique elas e as verá em seus olhos e por detrás de suas pernas.
Tem todas as cores e és interminável.
Tem o pesado coração mas é infinito.
Ama, portanto, desenhando-me.

(por Matheus D'ávila, especialmente para o 'na janeLa.'.)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

doispontotrês.


Olhar para trás de tempos em tempos e se banhar na ilusão de que as cores de ontem eram mais certas, corroer as horas inúteis de cama e namoros inférteis para chorar os livros não-lidos, as noites tão mesmas são feridas abertas na carne de quem perde os pais numa tarde qualquer e não alcança na mente momentos melhores do que os pouco-felizes.
Viver, para quem é como nós, de costas com alças para que se leve fácil, é nunca ter paz.
Vontades vadias de amores sonhados, bolsos cheios, noites completas e viagens de férias preenchem a alma e condenam a voz de um gosto pelo hoje que não mais tem se deixado cair nestas páginas.
Por isso, quando for frio o bastante para não se crer em nada que não toque minhas mãos, e sonhar na escadaria dos bares com queridos-amigos-que-morrem-um-dia já não condizer com meus planos certeiros de envelhecer com graça e romper com as garras das ilusões de garoto, dobre-me ao meio e me guarde na caixa, amigo, pois me rendi à tolice de estar velho-maduro e cansei de me ser.

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