quarta-feira, 27 de abril de 2011

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 Sabe, um fim-de-tarde de outono sopra coisas que nem o coração desvenda, faz cada raio de sol cobrir tudo de dourado, arrasta toda poeirinha flutuante pra dentro da gente e amarra os sorrisos com laços de cetim.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

j ;


Dedicou algumas horas do dia pensando nele, aquele ser que para ela não passava de uma sombra no pensamento, sim, um ser. Sem pré definições.
Ele era como um ídolo incógnito, um mestre oblíquo, um amigo desconhecido. 
Um alguém esquecido na tarde quente de um domingo. E que talvez precise, mas que não quer ser lembrado.
Sempre Jiraya.

sábado, 29 de janeiro de 2011

agridoce.


El(e) é quase tudo o que sonhei
E eu sou quase aquilo que sempre evitei
(pato fú)


É que eu sempre soube o que fazer, segura ou não. Sóbria ou não.
E agora eu só quero virar-me pelo avesso. Que você me vire pelo avesso.
Bagunce meu cabelo,  tire-me o senso do ridículo,  a noção do tempo, o sabor da cerveja.
Não me deixe dormir, ou durma comigo até 5 da tarde.
Faça-me ver um filme do tipo que odeio.
Beije-me ao som de um metal até o amanhecer.
Coloque mostarda na minha comida, plante milho no quintal.
Deixe-me assim tosca, boba.
Passional.
Tire-me o ar, só me faça sentir, não me faça pensar.