quarta-feira, 1 de setembro de 2010

para entrar setembro;


a cada passo, uma flor
a cada flor, um sorriso.


- um sopro de vida
- dois punhados de esperança
- uma pitada de pó de estrela, nos olhos
- um punhado de sorrisos
- 3 ou 5 pétalas
- 1 girassol na janela
- 7 cores por dia

* regar tudo com água da chuva, que Deus há de mandar pro sertão.

domingo, 22 de agosto de 2010



 Não controlo, não planejo, não guardo para o mês seguinte.
 A confusão é quase uma solidão adicional. 
 Uma solidão emprestada.

Carpinejar.

sábado, 7 de agosto de 2010

(sentir)


É que eu sei o cheiro do vento, do tempo, do fim de tarde, da madrugada. 
O cheiro da ausência, da distância, da discrepância, da nitidez.
Sei do riso, do aperto, do abraço, do brinde, do gole, da confusão.
Da flor, do frio, e da melodia.
Sei do cheiro da grama.
Da chuva.
Do beijo.
Da lágrima.
Da dor.
Do café.
Do desprezo.
Da cor dos cabelos.
Do que não usa, do que não tem.
Sei o cheiro do que mata, do que alucina, do que encanta.
Da rouquidão, da inexatidão, da compulsão.
O cheiro do sol, eu não sei.
Sei do cheiro verde daquele perfume,
e sei do cheiro estrelado que ele deixa aqui dentro.