terça-feira, 6 de abril de 2010



Mais uma vez o gosto de ressaca fazia parte daquela manhã.
E mais uma vez, as palavras giravam de mãos dadas com pensamentos indesejados.
Então, pela primeira vez quase sentiu medo.
Todos gritavam, imploravam, estendiam a mão.
Falavam sem parar.
Medo, quase sentiu medo.
Não entendia aquele desespero.
- Do que eles querem me salvar? pensou em voz alta demais.
Aquelas perguntas de tom investigativo entravam pelos seus poros,
sentia-se invadida.
Ninguém perguntou se ela precisava ser salva.
E ela, não precisava. Não queria.

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